Bandeira tarifária

A bandeira tarifária é um sinal mensal, definido pela Aneel, que indica se a energia está mais cara de produzir no país e acrescenta um valor extra à conta de luz. Na bandeira verde não há acréscimo; nas bandeiras amarela e vermelha (patamares 1 e 2), cada 100 kWh consumidos ficam mais caros. Em 2025, os acréscimos definidos pela Aneel foram de cerca de R$ 1,89 (amarela), R$ 4,46 (vermelha 1) e R$ 7,88 (vermelha 2) a cada 100 kWh, antes dos impostos.

Por que existem as bandeiras

A maior parte da energia elétrica do Brasil vem de hidrelétricas. Quando chove pouco e os reservatórios baixam, o sistema precisa acionar usinas termelétricas, que têm custo de geração mais alto. Antes das bandeiras, esse custo extra era repassado só no reajuste anual da distribuidora. Desde 2015, ele aparece mês a mês, para que o consumidor saiba quando a energia está cara e possa reduzir o uso.

As cores e o que significam

BandeiraSituaçãoAcréscimo por 100 kWh (valores definidos em 2025, sem impostos)
VerdeCondições favoráveis de geraçãoSem acréscimo
AmarelaCondições menos favoráveisR$ 1,885
Vermelha patamar 1Condições mais custosasR$ 4,463
Vermelha patamar 2Condições ainda mais custosasR$ 7,877

Os valores das bandeiras são revisados pela Aneel periodicamente. Em situações excepcionais, pode ser criada uma bandeira especial, como a de escassez hídrica, aplicada entre 2021 e 2022. Confira sempre os valores vigentes no site da Aneel ou da sua distribuidora.

Como calcular o impacto na sua conta

Acréscimo (R$) = kWh consumidos ÷ 100 × valor da bandeira

Depois, os impostos (ICMS, PIS e Cofins) incidem sobre esse valor também.

Exemplos com consumo de 200 kWh, valores de 2025 e sem impostos:

BandeiraContaAcréscimo
Verde200 ÷ 100 × 0R$ 0,00
Amarela200 ÷ 100 × 1,885R$ 3,77
Vermelha 1200 ÷ 100 × 4,463R$ 8,93
Vermelha 2200 ÷ 100 × 7,877R$ 15,75

Com impostos, o acréscimo fica maior. Se a soma de ICMS, PIS e Cofins for de 25% "por dentro", por exemplo, divida por 0,75: os R$ 15,75 da vermelha 2 viram cerca de R$ 21,00. Veja como funciona em ICMS e impostos na conta de luz.

Como a bandeira aparece na conta

  • Na fatura, há uma linha específica para o adicional de bandeira, ou o valor aparece somado à tarifa de energia, conforme a distribuidora.
  • Quando o ciclo de leitura pega dois meses com bandeiras diferentes, a distribuidora aplica cada bandeira proporcionalmente aos dias de cada mês.
  • A bandeira do mês é anunciada pela Aneel normalmente no fim do mês anterior.

Saiba identificar cada item em como ler a conta de luz.

Quem paga a bandeira

Todos os consumidores conectados ao Sistema Interligado Nacional pagam, inclusive os da tarifa social (sobre a tarifa já com desconto) e os da tarifa branca. Sistemas isolados, que não estão ligados à rede nacional, não têm bandeira.

O que fazer em meses de bandeira vermelha

A bandeira não muda o quanto cada aparelho consome; muda o preço de cada kWh. Por isso, os aparelhos que mais pesam continuam sendo os de maior consumo mensal. Em meses de vermelha, vale focar em:

  1. Banho mais curto e chuveiro na posição verão: veja quanto gasta um chuveiro elétrico.
  2. Ar-condicionado em 23 °C a 25 °C e portas fechadas.
  3. Secadora de roupas só quando necessário.
  4. Eliminar desperdícios contínuos, como stand-by e freezer vazio.

Para uma lista prática, veja como reduzir a conta de luz e o ranking de aparelhos que mais gastam energia em casa. Simule o seu consumo na calculadora de consumo de energia, somando o valor da bandeira à tarifa, e veja outros guias no hub de consumo de energia.

Perguntas frequentes

A bandeira tarifária é um imposto?

Não. É um componente da tarifa de energia, que cobre o custo extra de geração quando as termelétricas são acionadas. Os impostos incidem sobre ela, mas ela própria não é um tributo.

Onde consultar a bandeira do mês?

No site da Aneel, que divulga a bandeira mensalmente, e nos canais da sua distribuidora. Muitas contas também informam a bandeira aplicada em cada período de leitura.

Quanto a bandeira vermelha aumenta uma conta de 150 kWh?

No patamar 2, com os valores de 2025, o acréscimo é de 150 ÷ 100 × R$ 7,877 = R$ 11,82 antes dos impostos. No patamar 1, R$ 6,69.