O que é a lei de Ohm

A lei de Ohm diz que a tensão sobre um condutor é igual à resistência dele multiplicada pela corrente que o atravessa: V = R × I. É a relação básica que permite calcular qualquer uma das três grandezas conhecendo as outras duas.

As fórmulas

  • V = R × I (tensão em volts)
  • I = V ÷ R (corrente em amperes)
  • R = V ÷ I (resistência em ohms)

Combinadas com a fórmula da potência (P = V × I), elas geram duas outras muito úteis:

  • P = V² ÷ R
  • P = R × I²

Exemplos práticos

Chaleira elétrica. Uma chaleira de 1.800 W em 127 V tem resistência R = 127² ÷ 1.800 ≈ 9 Ω e puxa I = 127 ÷ 9 ≈ 14 A.

Aparelho de 127 V ligado em 220 V. A resistência da chaleira continua 9 Ω, mas agora P = 220² ÷ 9 ≈ 5.380 W, três vezes a potência de projeto. O elemento superaquece e queima. É por isso que errar a tensão é tão destrutivo (veja o que é volt).

Aquecimento no fio. Um cabo com 0,05 Ω levando 25 A dissipa P = 0,05 × 25² ≈ 31 W em calor. Dobrar a corrente quadruplica esse calor, o que explica por que sobrecarga derrete isolação.

Onde a lei de Ohm vale (e onde não)

A lei vale bem para resistores, fios e elementos de aquecimento, os chamados componentes ôhmicos. Em motores, LEDs, carregadores e baterias, a relação entre tensão e corrente não é linear, e é preciso considerar outros fatores, como o fator de potência em corrente alternada ou a resistência interna variável de uma bateria.

Para que serve no dia a dia

Para aplicações em casa, veja o guia de instalação elétrica.